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    SEO e o novo acordo ortográfico

    Hoje colocaram-me uma questão muito pertinente para quem trabalha em SEO em língua portuguesa. Devemos ou não atualizar/actualizar o conteúdo dos sites em português para refletirem/reflectirem a nova grafia? Se bem repararam (já deviam ter reparado!) este blogue aqui é escrito de acordo com a nova grafia.  Admito até, que se possam encontrar erros, pois eu mesma estou ainda em fase de transição da grafia antiga para a nova. Aliás a mudança nunca é fácil, não é? Sobretudo se mexe com hábitos antigos e enraizados!

    A ortografia e os motores de pesquisa

    O Google indexa os sites que encontra usando o seu texto. Retira daqui as palavras que servirão para catalogar o  site. Se os sites contêm erros, esses são igualmente indexados. Um site sobre “viajens” é indexado sob “viajens” e um sobre “viagens” é indexado sob “viagens”1. Como “viagens” é bem mais frequente, pressupõe-se que esta seja a palavra correta/correcta, pelo que quando um utilizador pesquisa por “viajens”, é natural que o Google sugira sites indexados sob “viagens”.

    As diferenças que o novo acordo vai introduzir referem-se a palavras atualmente/actualmente corretas/correctas para cada uma das variantes do Português.   Há sites em língua portuguesa sobre arquitetos e sobre arquitectos. Porque até agora no Brasil se escrevia sem “c” e em Portugal se escrevia com “c”, tipicamente uma pesquisa por arquitetos vai apresentar sites brasileiros e uma pesquisa por arquitectos vai apresentar sites portugueses. Assim os resultados das pesquisas por arquitetos são essencialmente sites brasileiros e os resultados das pesquisas por arquitectos são sites essencialmente portugueses.

    Devemos usar a nova grafia nos sites portugueses?

    Lá dever, devíamos! Mas o facto (esta palavra não muda!) é que esta atualização/actualização deve ser feita de acordo com os públicos dos sites para evitar perder visitantes. Assim sites que tenham exclusivamente públicos portugueses, fazem melhor em deixar para já tudo  como está, pois assim surgem mais facilmente nos resultados das pesquisas dos seus utilizadores.

    Se o público do site é mais abrangente e quer chegar a todos os falantes de língua portuguesa, então deve ponderar fazer a passagem para a nova grafia rapidamente. esta é aliás para mim a grande vantagem do novo acordo: agora vai ser mais fácil termos um público de milhões em vez de um público de milhares.

    Os portugueses e o novo acordo

    É muito difícil mudar hábitos que se aprenderam em tenra idade. Já viram o Miguel Sousa Tavares? Ou o atual/actual presidente do CCB, o Vasco Graça Moura? Ambos homens de cultura, mas tão incapazes de aceitar mudança. Como eles, parece-me que o Português comum, que não lê sobre o assunto, nem procura informar-se sobre estas mudanças vai deixar para os corretores a tarefa de adequar o texto que escreverem. Mas quando fazem uma pesquisa, o mais provável é nem pensarem nesse tipo de questões. Por isso, o meu conselho é que para já o conteúdo não seja modificado.  Sugiro no entanto introduzir nas meta keywords2 as duas versões das palavras se estas forem importantes para a indexação do site.

    A nova escrita da língua a partir de 2015 vai entrar plenamente em vigor. Daqui até lá deve-se ir passando de uma grafia para a outra com suavidade!

    1. Há naturalmente mais termos constantes do site que ajudam os motores de pesquisa a fazer essa indexação e é o cruzamento da restante informação dos sites que faz com que “viajem” e “viagem” tenham grandes probabilidades de ser a mesma coisa.

    2. O Google excluiu as meta keywords do algoritmo de indexação, mas os outros motores de pesquisa não e nunca se sabe se o Google não voltará a implementá-las de novo!

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