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    A qualidade na Internet

    Há um número infindável de sites na Net. A questão para o utilizador é como chegar àquele site que contem a informação que esse utilizador precisa.  É aqui que entram os motores de pesquisa: quando o utilizador não conhece o endereço do site em questão, esse utilizador pesquisa por exemplo no Google, usando as palavras-chave relacionadas com aquilo que procura. A partir daqui, o problema do Google, Yahoo, Bing, Ask, etc. é encontrar o site mais adequado à pesquisa.

    Antigamente uma procura por Jaguar tanto podia dar o animal como o veículo. Para melhorar estes resultados, os motores de pesquisa estão cada vez mais sofisticados, modificando o algoritmo de pesquisa, tentando recolher informação do utilizador à medida que este vai efetuando as suas pesquisas e assim encontrar o que é que é mesmo procurado.

    Recentemente o Google fez uma atualização ao seu algoritmo a que chamou Panda. Esta alteração visou sobretudo a obtenção de sites de mais qualidade e originalidade de conteúdo em detrimento daqueles que oferecem pouco ou nenhum conteúdo ou conteúdo repetido e cujo perfil de links seja natural,  ou seja dar mais valor aos sites cujo conteúdo é único, regularmente atualizado, tem links naturais no seu conteúdo e numa quantidade normal (1o ou 2o links num texto de dois parágrafos, é por exemplo considerado exagerado) e se se nota além disto que os links externos que vêm de outros sites não foram comprados, trocados e que esses sites têm por sua vez igual qualidade.

    A questão é: e se o utilizador está à procura de uma loja online de roupa, cujas paginas têm pouco conteúdo, são sempre muito idênticas e muitas vezes estão cheias de links para produtos idênticos ou características parecidas, etc?

    Quando se é alguém do tamanho da NIKE, LA REDOUTE ou outras grandes marcas, não há problema. Mas quando se tem uma pequena fábrica digamos no Vale do Ave e poucos recursos, o mais provável é que ninguém encontre este site pois nunca surgirá nos resultados dos motores de pesquisa. Para ver o que digo, faça a pesquisa abaixo e veja quais são as marcas que surgem na primeira página de resultados do Google:

    resultado da pesquisa: “loja de roupa portuguesa online” feita no Google em 1 de agosto de 2012 no Safari

    Em princípio, os primeiros 10 resultados devem ser os mais relevantes (fala-se aqui dos resultados orgânicos e não dos anúncios). Ora, parte dos resultados são sites que agregam informação e listagens de links como o club-moda, ou online24, um blog loucuradascompras.blogspot, a westrags que estando em  terceiro lugar, neste dia, o site nem estava a funcionar! E de resto as grandes e tradicionais La Redoute ou Venca. Ou seja de 10 resultados, apenas 2 são efetivamente  lojas de roupa portuguesa, Marca10 que surgia em 7 lugar e Mr. Blue em nono lugar!  De seguida apenas na terceira e novamente na quarta página surgem duas lojas de roupa para criança, a lojadada e a aktivo kids.

    Depois, se eu continuar a minha pesquisa clicando nos sites desta página, o Google vai “ler os meus passos e numa pesquisa seguinte refiltrar os resultados em função desses clique. Se eu não souber exatamente o que quero e clicar em todos os sites, mesmo os de listagens, então o Google vai analisar a minha visita pelo tempo que lá fico e assim melhorar a minha navegação pelo mar nebuloso da net. Nestas minhas pesquisas com algumas pequenas variações, a mudança na primeira página foi reduzida. Não vi mais sites de lojas portuguesas de roupa online nos primeiros resultados.

    Não há mais? Só site e blogues que se limitam a falar dos riscos e segurança da compra online, tudo para poderem listar os mesmos sites do costume?

    Pois, é aqui que se pode entender como é que o Google considera estes resultados importantes: as lojas de nome internacional surgem referidas em milhares de sites. Ou seja há em muitos sites, portugueses e internacionais,  links para estas lojas, e apesar de Atualizações Pandas“, tenho a certeza que muitos destes links, se não foram comprados, foram trocados ou adicionados na esperança de algo em troca. São lojas que anunciam no proprio Google via Adwords, a rede de anúncios pagos do Google, logo por isso surgindo nos lugares de maior relevância na página e portanto bem mais clicadas e acedidas do que as outras. É certo que são lojas em princípio seguras, mas e as outras não são?

    Este tipo de resultados não é muito diferente no Bing, apenas um pouco mais disperso, incluindo a PT nos seus anúncios destacados. Mas nos resultados orgânicos apenas a Marca10, a Loja das Roupas e a Zippy surgem no meio de sites desnecessários como lojasonline, hotfrog, muiomuio. Todos muito interessantes se eu pesquisasse uma lista de lojas online por exemplo.

    O trabalho de divulgação online está assim cada vez mais dificultado aos pequenos comerciantes, que vivem de igual forma honestamente do seu trabalho, e como podemos ver a seleção de resultados parece corresponder antes aos interesses dos grandes anunciantes do que aos interesses verdadeiros dos utilizadores da internet, o grande apanágio do Google.

    Enfim, deixo aqui por isso a minha lista de sites de lojas de roupa portuguesa online, naturalmente incompleta, mas que merecia na minha opinião constar da primeira página de resultados do Google:

    Lojas de roupa portuguesa online: (Menção honrosa!)

    • Loja das Roupas – Loja outlet baseada no Funchal
    • Ruga – loja da fábrica, Guimarães
    • Ativo Kids – loja online de roupa infantil, Zona Norte
    • Loja dádá – outra loja online de roupa de criança de uma mãe austríaca a viver em Portugal
    • Marca 10 – A única presença constante da primeira página de resultados do Google
    • Mr. Blue – Uma loja online dedicada a roupa de homem
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