Day: January 14, 2010
Economia Alternativa – tudo é de borla! (ou quase)
- by Paula Barros
Para quem não tem muito dinheiro à disposição, até tem mas usa-o conscientemente; é contra a sociedade do desperdício aqui vão alguns links úteis em Portugal:
“O Trocal de Lisboa é um grupo de partilha de serviços, conhecimentos e objectos criado em 2002. O intuito é desde então construir uma rede de troca não mercantilista, solidária e uma economia justa fora da lógica monetária e do lucro.”
Website, onde tudo é dado! Anuncie os produtos que quer dar e procure o que precisa!
“O Banco de Tempo nasceu da necessidade de “criar redes de entreajuda”, conforme expresso pelos testemunhos das Audições Públicas realizadas no projecto “Para Uma Sociedade Activa”, sendo enquadrado na actividade do Graal na medida em se que propõe estimular, apoiar e organizar iniciativas que visam a criação de novos modelos de vida em sociedade, a valorização das pessoas e a revitalização das comunidades.”
Rede International de Mailing Lists, FreeCycle. Estas mailing lists permitem aos seus participantes oferecer objectos que já não desejem.
Aqui há já alguns sites a colocar em contacto gente que viaja de carro e gente que precisa de boleias. O Carpool é um site idêntico.
Isto é só um começo de uma economia paralela, onde não há dinheiro, como o conhecemos hoje – a ver quando é que o estado vai meter a mão
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Futuro (des)empregado
- by Paula Barros
Portugal está em crise. Pronto, já disse! Não resisti a ser mais uma das 10 milhões de vozes que clamam em bom português e a toda a hora: “isto vai uma crise…!” Facto é, que há cada vez mais desempregados e, meus amigos, ainda a missa vai no adro!
O desemprego cresce, porque as industrias tradicionais com trabalho de baixo valor têm os dias contados; aquilo dos moços e das moças dizerem, quando chegavam aos 12 anos “agora vou trabalhar”, à semelhança da orgulhosa imagem que traziam de casa, o “vai trabalhar, que eu trabalho desde os meus 10 anos!”, já não pode ser visto como um sinal de carácter, porque estas crianças não vão ter futuro: em breve para se fazer limpezas e cimento vai ser preciso ter um curso profissional.
O desemprego cresce, porque a formação escolar e profissional em Portugal é fraca, muito fraca: os cursos de nomes sonantes, estão mal planeados, com programas fracos, por vezes ultrapassados, apoiam-se em fundamentos teóricos do máximo respeito mas que falham redondamente perante a realidade do dia-a-dia… como formadora profissional passei o último ano a dar formação a desempregados e o panorama é um deserto. Não me entendam mal: estes desempregados eram pessoas de muito valor, apenas não tinham formação e não ia ser com o meu esforço que em 100 ou 150 horas iriam passar a falar Inglês ou Alemão, as minhas áreas de formação, para depois nas candidaturas profissionais poderem dizer que falam essas línguas.
O mesmo desemprego cresce, porque a economia e a sociedade estão a mudar rapidamente e a segunda muito atabalhoadamente. Estamos a entrar na era do conhecimento e o futuro da economia tradicional vai passar por novas profissões: os operários das grandes fábricas da economia do conhecimento são, por exemplo, os number crunchers que analisam dados em terminais de um servidor qualquer, são os escritores das fábricas de conteúdos que bombardeiam a Internet com informação; os operários do futuro são pelo menos bilingues: dominam o inglês e a língua materna; trabalham no computador, como o lavrador com a enxada e o arado. Hoje não basta saber ler e escrever, é preciso ser-se info-incluído!
A propósito, não sabem o que são number crunchers? E info-incluído, também não? Então, meus amigos, ou se informam rapidamente ou também vocês podem vir a ser ameaçados com a sombra do desemprego.
*number crunchers: pessoas que analisam extensas bases de dados informatizados. (não fossem vocês ficar às escuras![]()